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Pedágio urbano e ônibus de graça

Carlos Apolinario

Há uma discussão em várias partes do mundo de como resolver duas questões em relação às grandes cidades. Uma delas é o meio ambiente. Outra é o trânsito. Segundo estatísticas, os veículos automotores são responsáveis por 99% da poluição, causando, com isso, graves problemas de saúde pública, prejudicando não só a cidade, mas todo o planeta. Por esse motivo, ecologistas e especialistas em trânsito defendem o pedágio urbano como uma das soluções para o meio ambiente. Outro problema grave é o excesso de veículos que circulam pelo centro das grandes cidades, causando grandes congestionamentos, que geram prejuízos à economia, além de danos à saúde das pessoas, como o estresse.

Foi com essas preocupações que apresentei um projeto de lei na Câmara Municipal de São Paulo, criando o pedágio urbano. Porém, para resolver os dois problemas, sem prejudicar a população com a cobrança do pedágio, sugeri no mesmo projeto que o dinheiro arrecadado pelo pedágio seja investido no transporte coletivo, dando a toda a população o direito à passagem de ônibus mais barata ou até gratuita, e também a outras opções de transporte coletivo. Com a circulação de apenas metade da frota, em torno de 1 milhão e 751 mil veículos/dia,com a cobrança de R$ 4, teríamos uma arrecadação anual em torno de 2,5 bilhões, dinheiro que deve ser integralmente investido no transporte público.
Neste sentido, sem desrespeitar meu prefeito Gilberto Kassab, não tenho dúvida de que, no futuro, as grandes cidades terão que seguir o caminhos de metrópoles como Londres, onde existe o pedágio urbano. No meu projeto, estou propondo que a cobrança de pedágio só tenha validade após consulta popular (plebiscito).

Carlos Apolinario, líder do Democratas na Câmara Municipal de São Paulo, foi três vezes deputado estadual, presidente da Assembléia Legislativa, governador interino de São Paulo por dez dias, deputado federal e está no terceiro mandato de vereador de São Paulo.

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