Fiscalização ou perseguição?
Carlos Apolinario
Fiquei estarrecido ao ver a forma como a imprensa de São Paulo tratou um episódio lamentável, que deixou toda a comunidade evangélica entristecida. Transformaram esse lamentável acidente em uma campanha contra as igrejas evangélicas, cobrando do Executivo uma fiscalização em todas as igrejas e também colocando repórteres nas ruas para fiscalizar os locais de culto. Em nota anterior, já disse que não defendo nenhuma irregularidade. Porém pergunto: Por que essa campanha contra as igrejas? Não seria mais prudente aguardar o resultado do inquérito policial aberto para apurar as causas do desabamento do teto da Igreja Renascer em Cristo?
Quero relembrar que São Paulo é uma cidade irregular. Por isso, além de fiscalizar, por que não fazermos uma campanha de conscientização para que todos os estabelecimentos comerciais, industriais e também as igrejas se regularizem? Barack Obama, em seu discurso de posse na presidência dos Estados Unidos, chamou a atenção do mundo, dizendo que pessoas de todas as raças, de todos os credos religiosos, ricos e pobres, superássemos nossas diferenças e construíssemos um mundo melhor. Nesse sentido, como evangélico e vereador, continuo defendendo a liberdade de imprensa. Mas não posso ficar calado diante do que tenho lido, ouvido e visto nos jornais, rádios e emissoras de televisão.
Carlos Apolinario, líder do Democratas na Câmara Municipal de São Paulo, foi deputado estadual três vezes, presidente da Assembléia Legislativa, governador do Estado por dez dias e deputado federal. Exerce o terceiro mandato de vereador na cidade de São Paulo.
|