ONGs do atraso
Virou moda no Brasil meia dúzia de pessoas, sem nenhuma representatividade, criarem ONGs e depois se arvorarem como donas da verdade. Surpreendentemente, até conseguem algum espaço na mídia. Porém a especialidade dessas ONGs é fazer críticas contra tudo e contra todos. Quando presidi a Comissão de Política Urbana, realizei audiências públicas de forma democrática, para ouvir a opinião da sociedade a respeito do Plano Diretor Estratégico. Infelizmente, os representantes dessas ONGs, quando usavam a palavra, só faziam críticas contra o plano, contra o prefeito e contra os vereadores. Chegaram ao cúmulo de dizer que os vereadores não tinham legitimidade para discutir o projeto e que se achavam os únicos representantes legítimos da sociedade. E se esqueciam de que os vereadores foram eleitos pelo voto popular e eles, não.
Nas audiências públicas, constatei como é lamentável o despreparo dessas ONGs, pois não traziam uma única proposta para melhorar o debate. Só criticavam para serem aplaudidos por eles mesmos. E, quando alguém falava o que eles não gostavam, passavam a vaiar o orador. Mas quem trabalha em benefício da cidade não pode se intimidar. Como presidente daquela comissão, convidei todos os cidadãos para comparecerem às audiências públicas e livremente se manifestarem, dizendo o que seria, na visão deles, melhor para a nossa cidade e também para fazerem sugestões e até críticas construtivas, pois sempre entendi que o Plano Diretor não pode ser a favor nem contra o prefeito. Não pode ser da situação nem da oposição. Tem que ser a favor da nossa cidade. Nesse sentido, a participação popular legítima foi, é e será sempre fundamental para construirmos, juntos, uma cidade mais humana e mais bonita.
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